sábado, 25 de janeiro de 2014

PROJETO PLÁSTICO

SECRETARIA REGIONAL DE DESENVOLVIMENTO
34ª GERÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
E.E.B.PADRE JOÃO KOMINEK
MUNICÍPIO DE SANTA TEREZINHA - SC



 COMPOSIÇÃO QUÍMICA DAS SACOLAS PLÁSTICAS

PROFª. CARMELI CAETANO
TURNO: NOTURNO
SÉRIE:  3ª
ENSINO MÉDIO

SANTA TEREZINHA
2013

1.      TEMA: “As sacolas plásticas devem ser substituídas?”  

2.      OBJETIVO GERAL
      Entender como são formadas as sacolas plásticas e conhecer uma alternativa contra o uso excessivo de sacolas de plástico comum por materiais plásticos biodegradáveis.      


3.      OBJETIVOS ESPECÍFICOS

*      Analisar a composição química e matéria-prima do plástico.
*      Conhecer a presença da função orgânica dos Hidrocarbonetos que o plástico faz parte.
*      Experimentar a produção de um polímero natural.
*      Trabalhar os conteúdos relacionados ao tema referente à Química Orgânica.
*      Analisar os diversos problemas ambientais que o uso do plástico acarreta ao meio ambiente.
*      Observar através de vídeos a pesquisa e produção do plástico biodegradável.
*      Pesquisar os diversos países que estão a frente dessa alternativa para proteger o meio ambiente.
*      Compreender a importância da reciclagem do plástico.
*      Questionar sobre os prejuízos causados pelos aditivos no plástico biodegradável.
*      Discutir o que são materiais biodegradáveis e sua utilização.
*      Trabalhar e confeccionar interdisciplinarmente com a disciplina de Artes alguns objetos a partir de sacolas de plástico.

4.      JUSTIFICATIVA

Quando surgiram, no fim da década de 1950, as sacolas de plástico eram motivo de orgulho das redes de supermercados e símbolo de status entre as donas-de-casa. Em meio século, passaram de símbolo da modernidade as vilãs do meio ambiente.
O motivo: o plástico polui - e muito. As sacolas são incapazes de se decompor em curto prazo. Trata-se, portanto, de uma decisão lógica: aboli-las dos supermercados. Parece evidente, mas não é tão simples. Existem divergências ambientais, culturais e políticas sobre como eliminar esse problema.
As sacolas de plástico demoram pelo menos 300 anos para sumir no meio ambiente. Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades a cada ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente - o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês.
Um saco de plástico (ou sacola) é um objeto utilizado para transportar pequenas quantidades de mercadorias. Introduzidos na década de 1970, os sacos de plástico depressa se tornaram muito populares, especialmente através da sua distribuição gratuita nos supermercados e outras lojas. São também uma das formas mais comuns de acondicionamento dos resíduos doméstico e, através da sua decoração com os símbolos das marcas, constituem uma forma barata de publicidade para as lojas que os distribuem. Os sacos plásticos podem ser feitos de polietileno de baixa densidade, polietileno linear, polietileno de alta densidade ou de polipropileno, polímeros de plástico não biodegradável, com espessura variável entre 18 e 30 micrometros.
O saco de plástico é uma forma muito utilizada pelo homem e também muito prejudicial para o meio ambiente. Este serve de transporte para alimentos, mercadorias e objetos diversos. São práticos para o homem, porém péssimos para o ambiente. Por isso, algumas pessoas têm reduzido o seu consumo, utilizando sacolas retornáveis para compras e sacos feitos de jornal para colocar o lixo de cestos da cozinha e do banheiro.
Quase todos os sacos de plástico não acondicionados em lixeiras acabam, mais cedo ou mais tarde, por chegar aos rios e aos oceanos. Os ambientalistas chamam a atenção para este problema e citam o fato de milhares de baleias, golfinhos, tartarugas-marinhas e aves marinhas morrerem asfixiadas por sacos de plástico.
Projetos de leis estaduais para substituir as sacolas de plástico pelas oxibiodegradáveis tramitam no Rio Grande do Sul, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a Assembléia Legislativa chegou a aprovar um projeto do deputado Sebastião Almeida (PT), que tornaria obrigatório o uso dos oxibiodegradáveis."O ideal seria a troca, pura e simples, do material plástico por pano ou papel. Mas ao menos um composto oxibiodegradável poderia acelerar a decomposição de bilhões de toneladas que ficam no ambiente à espera da degradação", escreve Almeida em artigo na Folha de S.Paulo
Por esses motivos temos que levar à várias discussões sobre o uso desenfreado ou não das sacolas plásticas, bem como entender o seu processo de fabricação e a forma mais viável de as sacolas não prejudicarem tanto o meio ambiente, tendo um tempo de vida útil e degradável bem menor como as Biodegradáveis que já estão sendo testadas em laboratório e no comércio de Joinville – SC.

5. METODOLOGIA
5.1. Publico alvo: alunos do  3º Ano do Ensino Médio
5.2. Recursos humanos, físicos e materiais:
  • Humanos: Professora, Professora de Artes, alunos, direção, Assistente Técnico Pedagógico e familiares para pesquisa de campo.
  • Físicos e Materiais: sala de aula, revistas, livro didático, laboratório de Química, internet, laboratório de informática, vídeos.
5.3. Resultados esperados:
·         Resultados esperados com relação aos funcionários:
Espero que todos os funcionários entendam a importância da reciclagem de materiais, bem como sua separação e reutilização, dando ênfase a melhorar o meio ambiente em que vive.
·         Resultados esperados com relação a Direção:
Espero o apoio da Direção e dos demais Assessores Pedagógicos para a realização do Projeto, tanto no sentido da compreensão do conteúdo abrangente, como na questão de cidadania ao discutirmos e colocar na prática a reciclagem de materiais na escola.
·         Resultados esperados com relação à clientela (alunos) do local:
Espero que os alunos (minha clientela) compreendam bem o que representa o plástico nos dias de hoje para o ser humano e para o meio ambiente em geral. Quero que possam entender do que o plástico é feito e como as pesquisas de um novo plástico biodegradável está se desenvolvendo no Brasil e que possa ser substituído

5.3. ATIVIDADES PEDAGÓGICAS
  • Serão feitos trabalhos em grupos na intenção de elaboração de uma resposta do conhecimento do grupo sobre as perguntas colocadas pela Professora que farão parte da pesquisa e que estão relacionadas ao tema.
  • Serão estudados vários textos que serão anexados ao Projeto e os assuntos a seguir durante as aulas, bem como textos que venham enriquecer os conhecimentos dos alunos.
  • Será feita uma pesquisa sobre o lixo e o plástico como ele é descartado pelo cidadão.
  • Serão feitas várias experiências para testar os produtos e as substâncias bem como fazer plástico de produto natural como o leite e o amido.

5.3.1. Conteúdos:
ü  Meio ambiente.
ü  Hidrocarbonetos: Petróleo
ü  Estrutura do plástico oxibiodegradável.
ü  Reciclagem
ü  Problemas ambientais.
ü  Cadeias carbônicas: alcanos
ü  Polímeros
ü  Polietilenos e Polipropilenos.
ü  Aditivos dos plásticos biodegradáveis.

  5.3.2. Textos:
- “O que é plástico oxi-biodegradável?”
- “Polímeros” – cap. 9 do livro didático.
- “O uso da palavra plástico” – p. 258 do livro didático
- “O estado do Paraná terá fábrica de plástico biodegradável.”
- “Qual o BEM e o MAL do plástico oxi-biodegradável depois de consumido.”
- “O impacto ambiental causado pelos plásticos” – p. 260 do livro didático
                   

5.4. ESTRATÉGIAS:
5.4.1. Assistir ao vídeo sobre a importância e a fabricação do plástico. Iniciar um debate sobre o assunto se colocando a favor ou contra o uso das sacolas plásticas.

5.4.2.      Pesquisar os países que oferecem outras alternativas sobre o uso das sacolas plásticas e apresentar para os colegas da turma,
     - Irlanda
     - Inglaterra
     - Alemanha
     - Portugal
     - Itália
     - África do Sul
5.4.3.      Assistir a outros vídeos sobre o tipo de plástico biodegradável que está sendo produzido no Brasil e sobre a História do plástico.

5.4.4.      Estudar no livro didático p. 303 sobre o Hidrocarboneto Petróleo que contém a matéria-prima nafta do plástico.

5.4.5.      Fazer um debate e responder as perguntas após a leitura do texto da p. 258 a p. 260 do livro didático.
- Qual a sua crítica a respeito do plástico bem como seu uso?
- Você é contra ou a favor do uso das sacolas de plástico?

5.4.6.      Após os debates e discussões chegar ao ponto comum de que as sacolas de plástico são feitas de polietileno de baixa densidade, polietileno de alta densidade e em alguns casos de polipropileno. Explicar que todos esses materiais são Polímeros não biodegradáveis, isto é, que não se decompõem facilmente no meio ambiente.

5.4.7.      Estudar no livro didático p. 246 até p. 260 “O que são polímeros e os tipos
Ø  Dizer que são compostos orgânicos de cadeia carbônica longa, ou seja com alto peso molecular, chamados de macromoléculas. No quadro, demonstre a fórmula química do etileno CH2=CH2, substância obtida com base no petróleo.

Ø  Explicar o que acontece quando ela sofre a quebra da dupla ligação. Os monômeros começam a se ligar um ao outro formando o polietileno, (CH2-CH2)n. Isso, porém, só ocorre em condições adequadas de temperatura, a 200 graus Célcius e a alta pressão.

Ø  Comentar que esse polímero é muito utilizado na fabricação dos materiais "plásticos" e leva em média 300 anos para se decompor.

Ø  Uma alternativa que atualmente vem sendo utilizada na fabricação dele é a adição de um aditivo, composto químico a base de metais como cobalto, níquel, ferro e manganês. Esses elementos ajudam no processo de oxidação do polietileno quando em contato com o ambiente. Daí o nome para alguns tipos de sacolas de "oxibiodegradável". Na presença de luz ou calor, o polietileno aditivado vai se transformando rapidamente em moléculas mais leves. Com isso, reduz o peso molecular a tal ponto que os microrganismos presentes no solo possam completar a quebra da estrutura química transformando tudo em água, dióxido de carbono, biomassa e restos dos aditivos. O processo leva, em média, dezoito meses.

Ø  Questionar a classe, então, sobre os prejuízos causados pelos aditivos - afinal são sais metálicos que também podem contaminar o solo.

Ø  Explicar que há uma grande discussão sobre o tema e que, ao que parece, o mais indicado mesmo é descobrir polímeros que não utilizem aditivos, que sejam naturais e com pouco tempo de duração no ambiente.

5.4.8.      Assistir ao DVD de aulas de Química sobre “Polímeros naturais e sintéticos”

5.4.9.      Fazer uma pesquisa sobre: apresentar para a classe o resultado.
a)      O que você faz com o lixo plástico que você descarta?
b)      Por que o plástico é útil?
c)      Você sabe quanto tempo o plástico fica no meio ambiente até se degradar?
d)     Você é a favor ou contra essa lei para abolir as sacolas de plástico?  

5.4.10.  Experiências práticas para obtenção do amido que é um dos componentes químicos do plástico Biodegradável.
Ø  Comentar que alguns materiais considerados biodegradáveis já existem no mercado e podem ser feitos em sala de aula. Dois exemplos são os polímeros à base de amido de milho e amido de batata. Explicar que o amido do milho é aquela parte branca que fica no grão do milho, próximo ao sabugo. Separado do restante da espiga, ele é utilizado para fazer a Maisena - alimento de uso doméstico em doces e em outros pratos caseiros. Contar que o amido, na presença de água, forma um polímero (C6H10O5), facilmente percebido se deixado em condições adequadas de temperatura ventilação.
Ø  Propor que a classe produza um material biodegradável que pode ser utilizado em casa como potinho para guardar pequenos materiais, flores artificiais e até mesmo para plantio de mudas de plantas de pequeno porte. Confira abaixo o passo a passo da experiência.
a)      Atividade prática - Etapa 1 - Obtenção do amido
Materiais:
Uma batata descascada e cortada em fatias, um liquidificador, dois copos grandes de vidro, uma peneira, um pano de algodão e um filtro de papel do tipo de coador de café.

Processo:
Pique a batata e coloque no liquidificador com meio copo de água. Bata bem até formar uma solução. Coloque o pano por dentro da peneira e ponha ambos sobre o copo. Filtre a mistura de batata batida nesse pano. Aguarde meia hora ou mais para que todo o sólido branco deposite no fundo do copo e fique totalmente separado da água. Em seguida, retire um pouco da água virando o copo na pia. Filtre novamente a mistura no filtro de papel. Deixe o pó secar no próprio filtro de um dia para o outro. Pronto, esse é o amido da batata.

b)     Etapa 2 - Preparação do polímero natural e criação do vaso
Materiais:
Uma xícara redonda ou uma laranja cortada ao meio sem a polpa, água quente e uma panela para fazer a mistura.

Processo:
Coloque na panela todo o amido obtido pelo processo acima e meio copo de água. Leve ao fogo para ferver sempre agitando. Quando engrossar como mingau, retire do fogo. Coloque a casca da laranja com a parte do corte virada para baixo. Cubra a casca da laranja pelo lado de fora com o mingau preparado, ela servirá de molde para obter o vaso, e espere esfriar. Em seguida espalhe mais um pouco do mingau até formar uma camada bem espessa sobre a casca da laranja. Quando esfriar, ficará endurecido e então deve ser colocado num local ventilado para secar totalmente, isso pode levar até dois dias. Deverá formar um material incolor e seco que irá se soltar do molde. Retire do molde, espere ficar mais seco e utilize como porta objeto ou vaso.

5.4.11.  Incentivar os alunos a testar a durabilidade do material. Para tanto, pedir que coloquem terra até a metade de um copo de vidro. Sobre ela colocar um pedaço do polímero natural perto da lateral do copo e ao lado, colocar um pedaço de polietileno e cubra com mais terra os dois polímeros. Guardar o copo num local onde ele possa acompanhar o tempo de decomposição dos materiais. Esse é um bom começo para aprender a fazer uma observação científica.

5.4.12.  Fazer a experiência da obtenção do plástico formolcaseína (galalite) o 1° plástico a ser utilizado.
Ø  Este foi um dos primeiros plásticos a ser utilizado. É um polímero termofixo, isto é, não amolece com o aquecimento e portanto não pode ser moldado. Entretanto, pode ser lixado e polido. Teve amplo uso na fabricação de botões, pentes e cabos de facas.

Material
Pano contendo a caseína obtida na primeira experiência 10 mL de formol (solução de formaldeído a 40 %) Tubo de ensaio
Procedimento
Lave muito bem a caseína, no próprio pano, para retirar todo o soro. Comprima bem o material obtido e dê-lhe alguma forma, como por exemplo um dado, uma esfera etc.
Mergulhe esse material em um tubo de ensaio contendo 10 mL de formol e deixe em repouso por dois ou três dias. Após esse tempo, retire-o do formol, lave bem e deixe secar ao ar. Depois de seco o objeto poderá ser lixado e polido.
CUIDADO: o formol é irritante, principalmente para os olhos.

5.4.13.  Produzir materiais, objetos de plástico reciclado, pode ser em grupos, oferecendo outras alternativas para não ser jogado no meio ambiente.

5.4.14.  Questões propostas depois de todas as discussões sobre o tema:

5.            AVALIAÇÃO:
  • Trabalho com apresentação oral e escrita.
  • Resolução das Atividades.
  • Prova escrita individual.
  • Pesquisa de campo e relatórios.
  • Estudo de textos em grupos.
  • Experiências práticas com Relatórios.
  • Vídeos assistido 
6.            CRONOLOGIA:
            De Maio a julho de 2012.

7.            BIBLIOGRAFIA

*      MORTIMER, Eduardo Fleury. Assessoria Pedagógica. São Paulo: Scipione, 2002.

*      MORTIMER, Eduardo Fleury. Coleção Explorando o Ensino de Química. V. 5 – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006

*      PERUZZO, Francisco Miragaia. Química na abordagem do cotidiano. Francisco Miragaia Peruzzo, Eduardo Leite do Canto – 4. Ed. – São Paulo: Moderna, 2006.

*      SANTOS, Wilson Luiz Pereira dos. Química e Sociedade. Volume Único, Ensino Médio/Wilson Luiz Pereira dos Santos e Gerson de Souza. São Paulo: Nova Geração, 2005.

*      INTERNET

*      LIVRO DIDÁTICO DE QUÍMICA – 3º ANO
Plásticos biodegradáveis

A produção de plásticos biodegradáveis, que possam ser facilmente degradados no meio ambiente, tem sido alvo de várias pesquisas
Conforme dito no texto “Polímeros e Poluição”, devido à velocidade com que são produzidos e descartados, na forma de embalagens e de sacolas, os plásticos são muito danosos ao meio ambiente.
Uma alternativa de minimizar os impactos ambientais dos resíduos plásticos é a produção de novos plásticos que sejam biodegradáveis, ou seja, que sejam degradados por microrganismos presentes no meio ambiente, convertendo-os em substâncias simples, existentes naturalmente em nosso meio.
Várias tentativas desse sentido foram e estão sendo feitas. Uma delas consiste em adicionar amido aos plásticos durante a sua produção. Dessa forma, o amido é degradado e restam pedaços minúsculos de plástico, prejudicando menos o ambiente.
Outra alternativa tentada também para se produzir plástico biodegradável foi com a adição desubstâncias fotossensíveis, pois isso ajudaria o material plástico a se decompor na presença de luz do sol.
Um plástico biodegradável que vem fazendo sucesso no Brasil é o polietileno obtido a partir do álcool etílico. Ele é chamado de “plástico verde”, pois não é derivado do petróleo, mas sim de uma fonte renovável. O etanol passa por um processo de desidratação intramolecular, produzindo o eteno que, por meio da sua polimerização, forma o polietileno.

Duas experiências brasileiras bem sucedidas são: o polímero poliuretano obtido a partir do óleo de mamona e o PHB (polihidroxibutirato) obtido a partir do bagaço da cana. O óleo de mamona possui composição 89% do triglicéride do ácido ricinoleico (molécula representada abaixo), que é considerado um poliol poliéster natural, trifuncional.

Já o PHB é produzido por meio da ação de bactérias que se alimentam do bagaço da cana-de-açúcar e formam o referido polímero dentro de si. Ele pode ser usado na fabricação de vasos, colheres e sacolas plásticas, entre outros.
Infelizmente, a produção de plásticos biodegradáveis enfrenta vários desafios, tais como o fato de ainda não terem alcançado a versatilidade dos plásticos comuns e de serem mais caros.
Mas as pesquisas continuam e as pressões por parte da população pode reduzir a utilização dos plásticos normais, forçando as indústrias a viabilizar os plásticos biodegradáveis no mercado. Temos que continuar buscando meios de conviver em maior harmonia com o meio ambiente. No entanto, enquanto isso não ocorre, façamos a nossa parte em realizar processos de separação não só dos plásticos, mas também dos vidros, metais, papéis etc., para encaminhá-los à melhor alternativa atual para o problema da poluição causada pelo lixo: a reciclagem.

domingo, 27 de outubro de 2013

Trabalho sobre Álcool e Alcolismo

O que dizer do teor alcoólico das bebidas alcoólicas dos tempos antigos?
"O vinho era a mais embriagante bebida conhecida nos tempos antigos. Todo vinho era um vinho leve, isto é, não recebia acréscimo de álcool extra. O álcool concentrado só se tornou conhecido na Idade Média, quando os árabes inventaram a destilação ("álcool" é uma palavra de origem árabe), de modo que nos tempos bíblicos não se conheciam bebidas destiladas ou fortes (ou seja, uísque, rum, aguardente, etc.) nem os vinhos de alto teor alcoólico, como os de vinte graus. Fazia-se cerveja de diversas maneiras, mas o seu teor alcoólico era baixo. A força dos vinhos naturais é limitada por dois fatores. A percentagem de álcool será metade da de açúcar no mosto. E, caso o teor alcoólico ultrapasse bastante os dez ou onze por cento, as células de levedura morrem e interrompe-se a fermentação. Os vinhos antigos provavelmente ficavam entre sete e dez por cento." 
 Fonte: Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, editado por Harris, Archer e Waltke, 1998, página 614.
O que dizer do teor alcoólico das bebidas alcoólicas dos tempos modernos?
Atualmente existe grande diversificação de bebidas alcoólicas e o teor alcoólico varia de bebida para bebida. A graduação alcoólica de uma bebida é definida pela percentagem volumétrica de álcool puro nela contido. Assim, por exemplo, um vinho de 10º significa que contém 10% de álcool, isto é, 100c.c. ou 80 gramas de álcool (100c.c. x 0,8 densidade = 80 gramas de álcool)

 VOCÊ SABIA?
O que dizer do teor alcoólico do vinagre?

Se as uvas tiverem pouco teor de açúcar, e a fermentação levar tempo demais, ou se o vinho não for devidamente protegido contra a oxidação, transforma-se em ácido acético, ou vinagre.
Álcool ou etanol?

Qual a semelhança entre a cerveja, o vinho, a vodka, a cachaça, o licor e o álcool combustível para automóveis? A semelhança é o constituinte principal, o álcool etílico, ou etanol. Mas o que é etanol?
 O etanol, CH3CH2OH, é um dos principais álcoois que existem, sendo ele incolor, inflamável e de odor característico. Ele é miscível em água e em outros compostos orgânicos. Seu ponto de fusão é em -114,1°C e seu ponto de ebulição é em 78,5°C.
O etanol ou álcool etílico pode ser obtido através da fermentação dos açúcares. Este é o método mais comum no Brasil, que utiliza a cana-de-açúcar para obter os açúcares que darão origem ao etanol. Este álcool é o que se encontra em todas as bebidas alcoólicas, assim como no álcool combustível e na gasolina, como um aditivo.
O etanol pode ser obtido também, pela fermentação de cereais, tais como a cevada e o malte. A cerveja é obtida pela fermentação de cereais.
A fermentação ocorre com a adição de fermento biológico a uma mistura de água e açúcares. O fermento por possuir enzimas de levedura que convertem açúcar em álcool, é o responsável pelas reações de transformação de glicose a etanol. Estas reações podem ser simplificadas como a seguir:

C6H12O6(aq)  --|:- 2 CH3CH2OH(aq)  +  2 CO2(g)

Destilação

O processo de destilação foi introduzido, na Europa Ocidental, pelos árabes através do norte da África. Na época, a técnica despertou interesse dos alquimistas e dos monges. O termo destilação corresponde à separação das substâncias voláteis presentes no vinho, inicialmente transformadas em vapor e depois condensadas. A operação é conseguida através do calor, necessário para evaporar, e do frio para condensar.
O princípio da destilação se baseia na diferença entre o ponto de ebulição da água (100°C) e do álcool (78,4°C). A mistura água e álcool apresenta ponto de ebulição variável em função do grau alcoólico. Assim, o ponto de ebulição de uma solução hidroalcoólica é intermediário entre aquele da água e do álcool e será tanto mais próximo deste último quanto maior for o grau alcoólico da solução.
De modo geral, os alambiques utilizados para elaboração do destilado de vinho são do tipo "Charantais" e não estão equipados de colunas retificadoras ou de deflegmadores que permitem obter destilados com graduação alcoólica mais elevada. São destiladores simples, a fogo direto, que, para a obtenção do destilado de vinho, requerem duas destilações.

                 






Relatório da Viagem Cultural e de Estudos

Professores responsáveis: Carmeli Caetano e David Felipe
Alunos: 3º Ano 1 – 2 – 3 – da sede
EEB Padre João Kominek

Nos dias 3 e 4 de outubro de 2013 foi realizada a viagem de estudos do 3ª Ano Noturno, no intuito de apresentar aos estudantes as riquezas culturais de Santa Catarina, abrindo a mente deles para conhecer mais do que a cidade em que vivemos.
Iniciamos nossa viagem às 3 horas da manhã do dia 3 e fizemos uma parada para tomar o café da manhã em São Joaquim depois de duas horas parados na estrada para arrumar o pneu do ônibus que furou no caminho. Na Serra do Rio do Rastro paramos e descemos para prestigiar e vislumbrar esse lugar maravilhoso lapidado por Deus que nos apresenta essa belíssima natureza e esculpida pelo homem que se tornou um caminho mais curto entre as regiões Norte e Sul do Estado. Onde tivemos a oportunidade de conhecer uma arquitetura só nossa e de grande reconhecimento internacional.
Paramos pra almoçar no caminho a Criciúma onde tínhamos hora marcada na Mina de Carvão de visitação Otávio Fontana, e que para todos nós foi a primeira vez que adentramos numa mina. Foi uma aula inesquecível, só comprovamos aquilo que já havíamos estudado nos livros didáticos sobre o carvão mineral, hidrocarboneto riquíssimo que serve como combustível para trens, máquinas, caldeiras, fornos de alta capacidade térmica. Primeiro assistimos a um vídeo sobre a extração do carvão, em seguida iniciamos nossa visita à mina. A mina de visitação tem 350 metros de extensão entre túneis e caminhos numa linha horizontal plana, todos preparados como se fosse que tivesse mineiros trabalhando a 17 metros de profundidade, um guia nos informava a cada parada sobre o carvão e seu processo de sedimentação, bem como os equipamentos de segurança e a quantidade de extração da mina que não deve ultrapassar a 50% do carvão sedimentado para que a mina não desabe, entre outros. Um mapa dentro da mina nos informa o quanto Criciúma é rica em mina de carvão que estão por toda a extensão do município. Nosso estado é riquíssimo desse produto natural, bem como sua extração que é exportado para todos os estados.
Já quase noite nos dirigimos a Laguna para pernoitar e no dia seguinte dia 4 fizemos um pequeno passeio pela cidade de Laguna, onde pudemos observar sua beleza histórica e cultural nas construções antigas da cidade, nas ruas estreitas e no mar de Laguna. Fizemos uma parada e tiramos algumas fotos e tivemos algumas explicações do Professor David na Praça do Marco de Todesilhas, que foi um Tratado que estabelecia um meridiano imaginário, situado a 370 léguas a oeste da Ilhas de Cabo Verde, nas costas da África. Dando total liberdade quanto ao litoral brasileiro e maior parte do Oceano a navegar. As terras a oeste deste Meridiano pertenciam a Espanha, e as terras a leste seriam de Portugal. O Meridiano de Tordesilhas passava pelo Brasil, nas atuais cidades de Belém, no Pará, e Laguna em Santa Catarina. Muitos anos mais tarde, os bandeirantes ultrapassaram o Meridiano de Tordesilhas. Em Laguna está um dos marcos.
Saímos de Laguna em direção a BR-101 no sentido a Florianópolis para visitar o Centro Histórico e outros pontos importantes que a capital nos oferece. O guia nos informava a história de cada marco na Praça Central, bem como o primeiro banheiro público construído e que hoje está sendo recuperado. Tudo ao nosso redor nos deixou encantado. O cheiro da cultura estava no ar, nos inspirava, nos tornava pessoas melhores. A Figueira centenária no centro da praça foi incrível em conhecê-la, reza a lenda que para encontrar um marido tem que dar três voltas ao seu redor, e para voltar a Florianópolis tem que dar pelo menos uma volta em torno da árvore.
Em seguida fomos visitar a Catedral de Florianópolis, muito bela e rica em detalhes, onde conhecemos parte da história que essa igreja foi construída apenas para os negros e existe outra mais do lado noutro quarteirão que era somente para os brancos, isto acontecia na época com praças e estabelecimentos também. O preconceito definitivamente é herança daqueles tempos.
Do lado da Catedral está localizado o Museu onde pudemos adentrar e apreciar uma exposição dos 100 anos da Guerra do Contestado contada em forma de maquetes e alguns quadros e objetos da época foi maravilhoso rever parte da história bem a nossa frente com cenas da guerra montadas em maquetes.
Em seguida fomos conhecer o Mercado Municipal, maravilhoso, que quantidade de mercadorias, que quantidade de pessoas transitando, os alunos se vislumbraram com tanta gente indo e vindo, a diversidade do povo, uns até mesmo só para conversar, jogar um baralhinho, se descontrair. Tudo a nossa volta parecia voltar no tempo dos nossos pais e avós.
Após o almoço ali mesmo no Mercado Municipal, fomos visitar o Planetário e laboratório de Física ao ar livre na UFSC, outra aula maravilhosa, onde permanecemos por volta de 3 horas, com aula de Astronomia, Geografia e Física ficamos deslumbrados com tanta informação. Os alunos puderam participar da experiência de estar nos equipamentos de Física para entender como funciona a força-peso de qualquer objeto aqui na Terra, as polias e roldanas muito utilizadas em construções, o centro da gravidade do nosso corpo e dos objetos, a propagação do som no espaço, a gangorra, o balanço, entre outros. Com certeza uma aula prática excelente e que ninguém esquecerá.
Enfim, uma viagem que não só foi histórica e cultural, mas também com muitas informações de várias disciplinas e teorias diferentes que se comprovaram na prática durante os anos de estudos que cada aluno já teve.