terça-feira, 11 de junho de 2013

Métodos diversificados para trabalhar na disciplina de Química

Modelagem 
Segundo Ferreira e Justi (2008), modelos são ao mesmo tempo, ferramenta e produto da ciência. O desenvolvimento do conhecimento sobre modelos implica no desenvolvimento do conhecimento sobre a própria ciência. Assim, o uso de estratégias de ensino que auxiliam o desenvolvimento do conhecimento sobre modelos, ajuda a desenvolver o conhecimento tanto sobre determinado conteúdo, quanto sobre o processo de construção do conhecimento científico. Ferreira e Justi (2008) aplicaram o uso da modelagem em uma escola que apresentamos na íntegra, servindo de exemplo. Os alunos trabalharam em grupos 
de 4 a 5 componentes, percebendo-se socialização entre eles e com a professora

Jogos didáticos 
O jogo didático ou pedagógico, utilizado como um recurso para preencher lacunas no processo de aprendizagem do aluno, têm sua importância justificada no ambiente escolar pela sua capacidade de impulsionar o aluno a construir ativamente seu aprendizado, levando-o ao prazer e ao esforço espontâneo. 

É perceptível que os alunos do Ensino Médio apresentam resistência e dificuldade em aprender os conteúdos de Química, então, propomos o uso de jogos, contemplando, por exemplo, os conteúdos de isomeria e nomenclatura de compostos orgânicos, que, de acordo com Olguim et al (2008) funcionam como 
recursos capazes de contribuir para os processos de ensino e aprendizagem, facilitando a compreensão do conteúdo de forma motivante e divertida. 

De acordo com Olguim et al (2008), nos livros didáticos do Ensino Médio, o conteúdo de isomeria é complexo, pois aborda muitos tipos de isomeria que o aluno tem que memorizar. O jogo proposto, contempla 5 tipos de isomerias: de posição, de função, ótica, de cadeia, e geométrica (cis-trans). Ele é formado por 60 cartas organizadas em grupos de 5 cartas, onde cada grupo contempla 1 tipo de isomeria .

Os jogadores devem formar trinca (conjunto de 3 cartas, duas com estruturas e 1 com o nome do tipo de isomeria entre elas), conforme observado na figura 1. Ganha o jogo, o aluno que formar um maior número de trincas. 

Figura 1 – Trinca formada por duas estruturas moleculares e sua respectiva isomeria 

O jogo de nomenclatura consiste em 48 cartas, divididas em 12 grupos de 4 cartas. Cada grupo corresponde a um tipo de grupo funcional. As cartas são distribuídas igualmente entre os jogadores (3, 4 ou 6) e ganha aquele que formar um maior número de quartetos (conjunto de 4 cartas do mesmo grupo funcional), conforme demonstrado na figura 2. 

Figura 2 – Quarteto de grupo funcional formado pelas estruturas e suas respectivas nomenclaturas

Através desses jogos, o aluno poderá relacionar a estrutura demonstrada nas cartas com sua respectiva nomenclatura, além de identificar o grupo funcional e ainda determinar quais dos compostos são isômeros entre si. 

Experimentação 
Frequentemente, o experimento é trabalhado como uma atividade em que o professor, acompanhando um protocolo ou guia de experimento, procede à demonstração de um fenômeno; por exemplo, demonstrar que a mistura de vinagre e bicarbonato de sódio produz uma reação química, verificada pelo surgimento de 
gás. Nesse caso, considera-se que o professor realize uma demonstração para sua classe e a participação dos alunos resida em observar e acompanhar os resultados. 

Mesmo nas demonstrações, a participação dos alunos pode ser ampliada, desde que o professor solicite a eles que apresentem expectativas de resultados, expliquem os resultados obtidos e compare-os ao esperado.

Muitas vezes trabalha-se com demonstrações para alunos pequenos, como nos casos de experimentos que envolvem o uso de materiais perigosos — ácidos, formol, fogo, entre outros — ou quando não há materiais suficientes para todos. 

De acordo com Brasil (1997), a experimentação é realizada pelos alunos quando discutem ideias e manipulam materiais, ao oferecer-lhes um protocolo definido ou guia de experimento, os desafios estão em interpretar o protocolo, organizar e manipular os materiais, observar os resultados e checá-los com os 
esperados. 

Abaixo, enumeramos, de acordo com Hodson (1998, p.630) apud Galiazzi (2001, p. 252), dez motivos para realizar atividades experimentais na escola, esperando que concordem conosco e coloquem-os em prática: 
1. Estimular a observação acurada e o registro cuidadoso dos dados; 
2. Promover métodos de pensamento científico simples e de senso comum; 
3. Desenvolver habilidades manipulativas; 
4. Treinar em resolução de problemas; 
5. Adaptar as exigências das escolas; 
6. Esclarecer a teoria e promover a sua compreensão; 
7. Verificar fatos e princípios estudados anteriormente; 
8. Vivenciar o processo de encontrar fatos por meio da investigação, chegando a seus princípios; 
9. Motivar e manter o interesse na matéria;
10. Tornar os fenômenos mais reais por meio da experiência. 

A química da panela: 
Os metais utilizados na fabricação de panelas podem interagir com os alimentos durante o seu preparo, transferindo metais bons, como ferro, magnésio e cálcio, ou prejudiciais a saúde, como alumínio, cádmio e níquel. 
As panelas, geralmente usadas, são as de alumínio (alumínio), de aço inoxidável (liga de ferro, cromo e níquel), antiaderentes, que possuem um revestimento interno de Teflon que cobre o metal de sua estrutura, geralmente o alumínio; são ainda comuns as de barro (argila), de ferro (ferro), as esmaltadas, que possuem estrutura de ferro revestida internamente por uma camada protetora de tinta esmalte, e as de vidro (sílica). 

Uma reação química é chamada de deslocamento quando uma substância simples, como o metal da panela, reage com outra substância composta, como a água ou os alimentos ácidos, produzindo duas novas substâncias: uma simples e outra composta. Para que essa reação ocorra, o metal mais reativo deve deslocar o menos reativo, obedecendo a escala de reatividade apresentada na Figura 3, na qual qualquer metal a direita e mais reativo que o da esquerda. 

Figura 3 – Escala de reatividade 
Au . Pt . Ag . Hg . Cu . H . Pb . Sn . Ni . Fe . Cr . Zn . Mn . Al . grupo 2A . grupo 1A 
Nota: os grupos 1A e 2A são aqueles da tabela periódica 

Nas panelas, a reação de deslocamento pode ocorrer se o metal da sua estrutura for mais reativo que o hidrogênio encontrado na água e nos alimentos ácidos. Observando a composição das panelas citadas anteriormente, encontramos os seguintes metais que podem reagir: níquel, ferro, cromo, manganês e alumínio. 
Ao fervermos ou armazenarmos alimentos ácidos, como molho de tomate ou iogurte, forma-se na superfície interna das panelas de alumínio uma camada protetora escura de óxido de alumínio (Al2O3 . 3H2O). 

Lendo rótulos de produtos 
As soluções são misturas homogêneas presentes no nosso cotidiano, como sucos, vinagre, produtos de limpeza, alimentos industrializados e medicamentos. As embalagens que contêm essas soluções são apresentadas com uma linguagem nos rótulos que, de modo geral, passam despercebidas por nós. Sua interpretação, muitas vezes, exige conhecimentos de Matemática e Química. 


terça-feira, 4 de junho de 2013

Projeto "A Química no dia-a-dia"


A QUÍMICA NO
DIA-A-DIA

DISCIPLINA: QUÍMICA
PROFª CARMELI CAETANO
SÉRIE: 1ª
TURNO: NOTURNO

  
MAIO
2007


1.     TEMA

Perceber a presença da Química nos mais diferentes produtos caseiros ou não, desde a sua preparação e obtenção, até o que ele pode prejudicar o ser humano, o meio ambiente de um modo geral.

2.     JUSTIFICATIVA

Alguns materiais que utilizamos são obtidos diretamente da natureza ainda assim, para a sua obtenção são necessários conhecimentos químicos, pois esses materiais precisam ser separados, purificados e, muitas vezes fisicamente transformados para poderem ser utilizados. Mas a grande maioria dos materiais de nosso cotidiano é produzido e obtido por meio de reações químicas.
O processo de construção do conhecimento ocorre a partir do estabelecimento de relações conceituais em explorar os aspectos da vivência do aluno, motivando a reflexão e a adoção de uma postura contrária, mas necessária para compreender os conceitos errôneos que são repassados de geração em geração.
Pensando nisso e tendo a preocupação de que é necessário fazer algo para mudar seus conceitos e considerando que vivemos numa sociedade marcada pelo valor do consumismo e acreditando que uma mudança de atitude passa por uma reflexão mais ampla, o que não ocorre facilmente, insisto na ênfase ambiental em diferentes contextos, com o objetivo de tentar incorporar nos alunos uma outra visão de mundo.
3. INTRODUÇÃO

       Vivemos numa época na qual tem sido muito comum o uso de materiais sofisticados, destinados às atividades cada vez mais específicas. A sociedade tecnológica exige das ciências dos materiais respostas precisas e específicas às suas demandas.
            A Química através da concepção de novos materiais pode oferecer respostas a essas diversidades de demandas, pelo conhecimento sobre a constituição, propriedades e transformações das substâncias. É uma forma de pensar e falar sobre o mundo, que pode ajudar o cidadão a participar da sociedade industrializada e globalizada, na qual a ciência e a tecnologia desempenham um papel cada vez mais importante.
            Assim, as necessidades para a sobrevivência individual e grupal se ampliaram tornando-se cada vez mais complexa no que se refere à obtenção de matérias, transporte de matérias-primas e de produtos manufaturados. Importante salto foi dado quando o Homo faber mudou o sistema produtivo, passando da fase artesanal para industrial.
            Nossa vida não seria muito diferente sem os conhecimentos da ciência chamada Química. Podemos avaliar a ampla variedade de produtos químicos obtidos diretamente da natureza, a grande maioria produzida por indústrias químicas e obtidos por reações químicas.
            Esse Projeto foi elaborado como objetivo de servir de novos conhecimentos sobre os variados produtos caseiros que são fabricados e produzidos de forma artesanal ou não e que se observa a presença da Química na sua fabricação e obtenção. Sua aplicação permite abordar são somente assuntos específicos que ele trata, mas também poderá ser utilizado, em partes, como auxiliar ou como ilustrativo, aliando assuntos do cotidiano com alguns tópicos importantes da Química tratados com um enfoque mais tradicional.
4. OBJETIVO GERAL

      Propor uma pesquisa de ensino aprendizagem que prepare o aluno a participar do debate e da tomada de decisões na sociedade sobre problemas ambientais, sociais, políticos e econômicos que envolvam a ciência e a tecnologia.
      Propor um ensino que o aluno aprenda não só os conceitos científicos, mas também como funciona a ciência e como os cientistas procedem para investigar, produzir e divulgar conhecimentos.

5. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

·         Pesquisar sobre os diferentes produtos caseiros ou não, como são fabricados e qual é sua composição;
·         Conhecer os conteúdos básicos de palavras do uso diário que serão de suma importância para seu entendimento;
·         Investigar e compreender os usos de idéias, conceitos, leis, modelos e procedimentos científicos associados à ciência;
·         Analisar a composição química dos produtos que serão pesquisados;
·         Conhecer algumas substâncias tóxicas mais comuns e o que poderá causar ao organismo humano e animal;
·         Conhecer a história do produto pesquisado que acompanha de geração em geração;
·         Identificar a ação do produto no meio ambiente;
·         Utilizar linguagem acessível sem deixar de aprofundar o conteúdo;
·         Ater-se a assuntos que possuem relação com o cotidiano do aluno e do professor;
·         Abordar o tema levando em conta o desenvolvimento cognitivo dos alunos;
·         Buscar substituir abordagem tradicional;

6. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

            Podemos afirmar que a Química é uma ciência constituída de três aspectos básicos: os fenômenos, as teorias e a linguagem. Por fenômenos químicos, entendemos os fatos relacionados aos materiais e às suas transformações. Eles tanto podem ocorrer na natureza como ser produzidos em uma situação artificial de laboratório ou em escala industrial. Falar sobre os produtos vendidos em um supermercado ou sobre o consumo de gasolina de um automóvel é tratar de fenômenos químicos. As relações sociais que se estabelecem por meio da química comprovam a presença dessa ciência em nosso dia-a-dia.
            Ao discutirmos as questões preliminares, podemos constatar que, no dia-a-dia, utilizamos um número considerável de diferentes materiais. O repelente de mosquito, por exemplo, tem como princípio ativo um produto natural: um óleo extraído da citronela por intermédio de técnicas desenvolvidas pelos químicos. Esse óleo é constituído de uma ou mais substâncias químicas.
            Entretanto a maioria dos materiais que utilizamos não é obtido diretamente da natureza, mas sim por meio de transformações de recursos naturais não renováveis. É o caso de vários metais (ferro, alumínio, manganês, etc.) e dos derivados de petróleo (combustíveis, plásticos, fios e fibras sintéticas, borracha, tintas, etc.).
            Desde os primórdios das civilizações, o ser humano aprendeu a utilizar substâncias e materiais para curar diferentes males aos quais estava sujeito, bem como substâncias para sua higiene pessoal como o sabão, o perfume, banho de ervas, pasta de dente com folhas de plantas, etc. Normalmente extraídos de plantas, esses produtos serviam para combater os males do corpo e da mente.
            As diferentes formas de ver, conceber e falar sobre o mundo podem ser pensadas como diferentes formas de conhecimento que correspondem a diferentes realidades. Entre essas múltiplas realidades por excelência: aquela da vida cotidiana. É preciso que se estabeleçam relações entre as diferentes realidades, possibilitando sua coexistência num mesmo sujeito que vive num mundo tão diversificado.
A aula de Química é espaço de construção do pensamento químico e de (re) elaborações de visão de mundo, nesse sentido, é espaço de constituição de sujeitos que assumem perspectivas, visões e posições nesse mundo. (MORTIMER, Assessoria Pedagógica, p.9, 2003)

            Devido a esse fato de entender as várias diversidades que a natureza nos oferece, que a Química se torna essencial na elaboração de conceitos, fórmulas e produtos para o uso diário. Uma pessoa pode ter várias formas de pensar e falar sobre um mesmo conceito e usá-las em diferentes contextos. Vivemos numa época em que tem sido muito comum o uso de materiais sofisticados destinados a atividades cada vez mais específicas.
            A Química, ciência central na concepção de novos materiais pode oferecer respostas a essa diversidade de demandas, pelo conhecimento sobre a constituição, propriedades e transformações das substâncias. A produção e a utilização dos materiais têm, entretanto, provocado diversos problemas ambientais. Essa é uma preocupação recente e representa um desafio também para os químicos.
            A proposta deste Projeto busca contemplar aspectos conceituais fundamentais que permitam a compreensão da constituição, propriedades e transformações dos materiais, destacando implicações sociais relacionadas à sua produção e seu uso. Também discutir os conceitos de transformações, de substâncias e de métodos de separação de materiais e propiciar uma discussão ambiental em relação ao consumo de mercadorias e ao destino do lixo, bem como uma discussão de aspectos socioeconômicos da sociedade brasileira, desenvolvendo atitudes e valores em relação a conservação do meio ambiente.
            Assim, as necessidades para a sobrevivência individual e grupal se ampliaram, tornando-se cada vez mais complexas no que se refere à obtenção de materiais, transporte de matérias-primas e de produtos manufaturados (produção e comércio). Importante salto foi dado quando o Homo faber mudou o sistema produtivo, passando da fase artesanal para a industrial.
            A Revolução Industrial provocou demanda crescente de novos materiais extraídos e sintetizados, sendo que tal demanda tem se verificado até hoje. Entre os materiais obtidos de fontes naturais e utilizados atualmente na agropecuária, na construção civil, na indústria química e como combustível alguns são processados para uso imediato e outros servem como matéria-prima na produção de materiais diversos. Entre os de uso imediato, destacam-se: carvão mineral; rochas e metais como ferro, cobre e alumínio, obtidos de minérios; cloreto de sódio da água do mar; álcool de vegetais; sabões e detergentes de gordura animal.
            Assim, o homem retira da atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera recursos naturais para sua sobrevivência. Desses recursos, alguns como os alimentos são renováveis, isto é, podem ser obtidos novamente. Outros, como os combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo) não são renováveis, com seu consumo continuado tende a se esgotar.
Notadamente, o ambiente natural e o ambiente construído são sistemas globais complexos, muito propícios para o trabalho interdisciplinar. Evidentemente, o recorte apresentado é voltado para a disciplina Química, mas o “fio condutor” de proporcionar a interdisciplinaridade, aqui entendida dentro da visão metafórica de “rede de significados”, na qual a Química é um dos “nós”, sendo fundamental a interligação com outros campos do conhecimento. Assim, recortes do âmbito da Geografia, da História, da Astronomia, da Física, da Biologia, das Artes, da Sociologia e de tantas outras disciplinas estão relacionadas intimamente com o conhecimento químico, formando a “rede”. (MORTIMER, Coleção Explorando o Ensino de Química, p.77, 2006)

Os materiais podem sofrer várias transformações que têm sido usadas pelo homem, ao longo de sua história, para produzir novos materiais, conservar alimentos, obter energia, combater doenças para melhorar a qualidade e aumentar a expectativa de vida da espécie humana.
Na história da humanidade, a construção dos primeiros instrumentos e ferramentas envolveu a transformação de pedaços de rochas em objetos para uso cotidiano. O uso do fogo teve provavelmente, um grande impacto no modo de vida dos povos primitivos.
Inicialmente usado para cozinhar os alimentos e proteger no frio, tornou-se, com o passar do tempo, um importante instrumento de transformação da natureza. As tribos que soubessem obtê-lo e usá-lo certamente teriam vantagem sobre outros grupos. Com o uso do fogo, o homem, chegou à obtenção de metais, o que permitiu a fabricação de objetos resistentes e duráveis, como ferramentas, armas e utensílios domésticos.
Além da obtenção de utensílios, outras transformações são conhecidas há muitos séculos, como aquelas envolvidas na fabricação de bebidas, na conservação de alimentos, na extração de corantes vegetais no tratamento de peles de animais, etc. Apesar de saber transformar todos esses materiais, apenas recentemente o homem conseguiu formular explicações gerais que permitam sistematizar o conhecimento sobre essas transformações, de modo a organizá-las em algumas classes de fenômenos.
Assim, a queima de materiais combustíveis, a obtenção de metais e a produção de bebidas, inicialmente consideradas como fenômenos diversos, constituem, atualmente, uma única classe de transformações: as reações químicas.
Para extrair materiais de suas fontes nativas, vários fatores devem ser levados em consideração: o custo de produção e de transporte, a localização geológica das fontes das propriedades dos materiais a serem extraídos. Além disso, tem surgido novo modo de ver a intervenção do ser humano na natureza, pensando-se inclusive na sobrevivência do próprio globo terrestre. Assim, não se devem esquecer os impactos ambientais decorrentes da exploração indiscriminada dos recursos, bem como do seu mau uso, que poderão ser irreversíveis.
É preciso, pois, estar consciente de que a desconsideração desses impactos poderá um dia nos levar à autodestruição. A “consciência ecológica” recentemente nascida nos indica que a sobrevivência do globo e do ser humano precisa ser repensada. O grande desafio é concretizar aquilo que se convencionou chamar de “desenvolvimento sustentável”: continuar a extração de recursos da atmosfera, hidrosfera, litosfera e biosfera de tal maneira que esses não sejam exauridos, mas controlados ou renovados, respeitando o harmonioso equilíbrio da natureza, de forma a garantir e preservar a biodiversidade.
                Portanto, a perspectiva de abordagem temática vai além da mera motivação e informação. O fundamental é levar o aluno a entender as implicações sociais da Química e das tecnologias em sua vida e desenvolver valores e atitudes para uma ação social responsável.
            O enfoque está em explorar os aspectos da vivência do aluno, motivando a reflexão e a adoção de uma postura necessária para a transformação da sociedade tecnológica em uma sociedade mais igualitária na qual busque assegurar a preservação do ambiente em todas as escalas.
            Para finalizar, percebe-se que só se alcança isso quando o conhecimento e as ações do ser humano são encarados dentro de visão interdisciplinar, isto é: a relevância deve estar nas interações dos campos do conhecimento e não nos conhecimentos isolados.
           
 7. METODOLOGIA 
7.1. PÚBLICO-ALVO:
      Alunos da 1ª série do Ensino Médio.

7.2. RECURSOS HUMANOS, FÍSICOS E MATERIAIS:
  • Humanos: Professora, alunos, direção, Assistente Técnico Pedagógico e familiares para pesquisa de campo.
  • Físicos e Materiais: sala de aula, DVD, retro-projetor, apostila de Química, revistas, livro didático.

7.3. ATIVIDADES PEDAGÓGICAS:
Serão trabalhados e estudados os assuntos e textos a seguir durante as aulas:

      7.3.1 Assuntos:
  • Misturas e soluções.
  • Concentração e diluição de soluções (também através de testes práticos).
  • Substâncias que estão presentes no produto pesquisado.
  • A importância de ler e entender a bula de remédios e rótulos de substâncias.
  • Moléculas.
  • Polaridade da molécula.
  • Reações químicas.
  • Tipos de reações químicas: endotérmicas e exotérmicas.
  • Formação da Ferrugem.
  • Elementos químicos.
  • Tabela Periódica.
  • Fórmulas químicas.
  • Propriedades físicas e químicas.
  • Problemas ambientais.
  • Materiais e substâncias.
7.3.2. Textos:
1-      As bebidas alcoólicas e o etanol – p. 362 do livro Mortimer (Química Geral)
2-      História do vinho e da cerveja – p. 365 do livro Mortimer (Qúmica Geral)
3-      Aspirina e paracetamol – p. 368 do livro Mortimer (Química Geral)
4-      Destilação: a arte de extrair virtudes - p. 116 da Coleção Química nº 5
5-      Sabão um antigo conhecido – do Projeto Sabão e Detergente.
6-      A Química na sociedade – p. 23 do livro Química e Sociedade.
7-      A Química dos sabões e detergentes – p. 285 – do livro Química e Sociedade.
8-      Limpeza na medida certa – p. 274 – do livro Química e sociedade.
9-      Cuidados com os produtos químicos domésticos – p. 304 – do livro Química e Sociedade.

7.3.3. Experiências:
1- Polaridade da molécula – com balões amarrados fazer a molécula de uma substância para explicar como fica.
2- Com a caixa de formas de moléculas (bolinhas e ligações de todos os tipos) do autolabor fazer demonstração de como é um molécula.
3- Tem espaço vazio na matéria?  p. 64 – do livro Química e Sociedade.
4- Tipo de reações químicas: pegar vários produtos de laboratório e naturais para explicar as reações que acontecem (endotérmicas, exotérmicas, físicas e químicas),.
5- Fazer o produto pesquisado no laboratório para ver como é feito.
6- Como se forma a ferrugem.

7.4. ESTRATÉGIAS:
  • Apresentar oralmente o Projeto;
  • Dividir os alunos em grupos e cada grupo fará uma pesquisa de 3 produtos caseiros diferentes, onde nessa pesquisa deverá conter:
1-      Nome do produto;
2-      Quem criou o produto;
3-      Componentes e reagentes do produto;
4-      A receita de como é feito o produto;
  • Depois de recolher a pesquisa, cada grupo se reunirá e fará uma síntese dos produtos pesquisados, observando:
1-      Em que eles são úteis para o ser humano e a sociedade;
2-      Em que aspectos podem ser prejudiciais ao ser humano e o meio ambiente;
3-      Pontos positivos e negativos do produto;
  • Apresentar para os demais colegas a síntese dos produtos pesquisados;
  • Discutir em duplas ou grupos os textos xerocados relacionados ao tema.
  • Aula prática: entregar Relatórios.
1-      Diluição de soluções de algumas substâncias;
2-      Fazer o produto no laboratório para verificar como ele é e como é obtido;
3-      Demonstrar algumas reações químicas;
4-      Demonstrar com material prático como são as moléculas;
5-      Formação da ferrugem;
  • Vídeos;
  • Pesquisa bibliográfica em livros, revistas e internet;
  • Palestras de esclarecimentos e tirar dúvidas;
7.5. AVALIAÇÃO:
  • Através do interesse e participação;
  • Prova escrita;
  • Exercícios individuais e em duplas;
  • Relatórios das experiências práticas;
  • Resumo do vídeo assistido;
  • Apresentação de trabalho de pesquisa de grupo;
  • Criatividade na apresentação dos textos dirigidos;
  • Painel, cartazes e mural; 
7.6. CRONOGRAMA:
             Maio e junho de 2007 

8. BIBLIOGRAFIA

APOSTILA DE QUÍMICA DO 1º ANO – Ensino Médio.

MORTIMER, Eduardo Fleury. Química para o Ensino Médio. Volume Único/ Eduardo Fleury Mortimer, Andréa Horta Machado. São Paulo: Scipione, 2002.

MORTIMER, Eduardo Fleury. Assessoria Pedagógica. São Paulo: Scipione, 2002.

MORTIMER, Eduardo Fleury. Coleção explorando o ensino de Química. Volume 4 e 5 - Química: Ensino Médio / organização Eduardo Fleury Mortimer. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006.

SANTOS, Wilson Luiz Pereira dos. Química e Sociedade. Volume Único, ensino Médio/ Wilson Luiz Pereira dos Santos e Gerson de Souza. São Paulo: Nova Geração, 2005.

USBERCO, João. Química Essencial. João Usberco, Edgard Salvador – 1. ed.- São Paulo: Saraiva, 2001.



Projeto "Meio Ambiente"

HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE SANTA TEREZINHA
 
            Santa Terezinha terra de ¨Trabalho e Encantos¨situada entre os limites naturais do Planalto Norte Catarinense e do Vale do Itajaí. O progresso trouxe grandes transformações a essa região, modificando hábitos, interferindo nas tradições.
            Enquanto distrito era um dos 04 pertencentes ao município de Itaiópolis, e emancipada em 26 de setembro de 1991, pela lei 8.349. Assim Santa Terezinha passou a contar com 32 comunidades localizadas ao sul do município de Itaiópolis com uma extensão territorial de 718.81 km².
            Quanto à colonização a comunidade de Santa Terezinha recebeu seus primeiros moradores da década de 1930 a 1940, procedentes de Paraguaçu, e recebendo o maior numero de pessoas entre os anos de 1940 e 1980. A cidade se destaca culturalmente atráves das famílias de descendência ucraniana e polonesa, principalmente na alimentação, nos ritos religiosos e no idioma.
                       A atividade econômica no Município é a agricultura principalmente o cultivo do fumo e a produção de mel, no que se refere ao turismo as belezas naturais estão presentes em todo território, é de muita beleza o Morro do Taió, principal atração turística do Município; existem cachoeiras de beleza nostálgica; pequenas grutas situadas ao longo do Rio Itajaí bem como lindos vales com rios de águas límpidas e vegetação nativa. Destaca-se também a arquitetura típica ucraniana e o artesanato, na sede o Parque Mata Nativa desperta a atenção pela sua vegetação.
            Santa Terezinha é rica pelas belezas naturais e a cultura de seu povo.

OBJETIVO GERAL: criar dentro do âmbito da Escola um espaço de cultura ambiental que integrando o lazer tenha como objetivo a mudança e transformação da qualidade de vida na Escola e a aquisição de conhecimentos sobre o Meio Ambiente e a formação de atitudes de proteção desse meio.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
  • Valorizar as ações coletivas que repercutam na melhoria das condições de vida na escola e na localidade.
  • Conhecer áreas ambientais que não são preservadas.
  • Compreender a importância da reciclagem para a preservação ambiental.
  • Aprofundar o conhecimento sobre o meio ambiente e problemas socioambientais.
  • Implantar a Horta Escolar.
  • Criar condições para que o aluno reflita sobre a sua condição de intervir nos encaminhamentos dados à produção e destino do lixo produzido por ele no espaço escolar.
  • Embelezar o Parque Mata Nativa.
  • Plantar mudas de árvores nativas para que o aluno se conscientize da importância de preservação da espécie. 
AÇÕES:
  1. Implantação da Horta Escolar nas comunidades.
  2. Embelezamento do Parque Mata Nativa.
  3. Conseguir colaboradores para implantar lixeiras públicas na sede do município e lixeiras de recicláveis nas Unidades Escolares.
  4. Visita à APREMAVI.
  5. Plantio de mudas nativas em volta das nascentes e  ao redor da Escola.
  6. Mobilização espontânea nas escolas e comunidade.
  7. Reciclagem do papel nas Escolas para que com a venda possa trazer novos materiais didáticos para os alunos.
  8. Palestras para os alunos sobre: “Alimentação” com a nutricionista, “Proteção do solo” com técnico de Empresa fumageira e “Proteção ambiental” com técnicos da Polícia Ambiental.
  9. Passeios em vários locais do município.
  10. Mutirão de limpeza de uma área na comunidade local.
CRONOLOGIA: de junho a novembro de 2005.
           



Experiências Lácteas

 QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Experiências Lácteas N° 6, NOVEMBRO 1997

O leite recebe, no comércio, diferentes classificações baseadas em critérios que consideram desde a forma de ordenha até o transporte e o processamento.
 A Tabela 1 resume alguns desses critérios.
Até que ponto essa classificação resulta em produtos uniformes? Ou seja, todos os leites do mesmo tipo (A, B, C etc.) são semelhantes? Têm o mesmo teor de nutrientes?

Primeira experiência:
comparação de diferentes tipos de leite quanto à quantidade de proteínas
Nesta experiência serão separadas a caseína e a albumina, as principais proteínas do leite. É importante que cada grupo trabalhe com um tipo diferente de leite para que os resultados da classe possam ser comparados. É importante também comparar leites de
mesmo tipo mas de diferentes fabricantes.
Material por grupo
200 mL de leite de algum dos tipos
indicados na Tabela 1 (o grupo que trabalhar com leite em pó deverá reconstituí-lo seguindo as instruções da embalagem)
10 mL de vinagre
2 pedaços de pano fino (20 cm x 20 cm aproximadamente)
2 béqueres de 250 mL
Sistema para aquecimento (tripé com tela refratária, bico de gás)
Procedimento geral
Aqueça o leite em um dos béqueres até ficar bem morno, mas sem ferv e r.   R e t i r e   d o   f o g o   e   a c r e s c e n t e vinagre aos poucos, até que se formem grumos de um material branco. Esse material é uma das proteínas do leite: a caseína. Coe a caseína utilizando um dos pedaços de pano, recolhendo o soro no outro béquer. Lave o béquer que continha o leite para utilização na próxima etapa.

A seção “Experimentação no ensino de química” descreve experimentos cuja implementação e interpretação contribuem para a construção de conceitos químicos por parte dos alunos. Os materiais e reagentes utilizados são facilmente encontráveis, permitindo a realização dos experimentos em qualquer escola.
Este número traz dois artigos, com cinco experiências relacionadas ao leite. No primeiro, são propostas três experiências: a primeira sugere um estudo comparativo de diversos tipos de leite por meio da separação de caseína e albumina; a segunda consiste na realização de testes que possam indicar a presença de alguns materiais estranhos ao leite como amido, ácido bórico e ácido salicílico, e a terceira mostra como proceder para obter o polímero formol-caseína a partir do leite.
No segundo artigo são relatadas duas experiências: uma de determinação da acidez do leite e outra descrevendo a preparação de cola de caseína, um adesivo natural.
características do leite, identificação de componentes do leite, fraudes do leite,

O leite recebe, no comércio, diferentes classificações baseadas em critérios que consideram desde a forma de ordenha até o transporte e o processamento.
A Tabela 1 resume alguns desses critérios.
Até que ponto essa classificação resulta em produtos uniformes? Ou seja, todos os leites do mesmo tipo (A, B, C etc.) são semelhantes? Têm o mesmo teor de nutrientes?

Primeira experiência:
comparação de diferentes  tipos de leite quanto à quantidade de proteínas
Nesta experiência serão separadas a caseína e a albumina, as principais proteínas do leite. É importante que cada grupo trabalhe com um tipo diferente de leite para que os resultados da classe possam ser comparados. É importante também comparar leites de
mesmo tipo mas de diferentes fabricantes.
Material por grupo
200 mL de leite de algum dos tipos
indicados na Tabela 1 (o grupo que
trabalhar com leite em pó deverá reconstituí-lo seguindo as instruções da
embalagem)
10 mL de vinagre
2 pedaços de pano fino (20 cm x
20 cm aproximadamente)
2 béqueres de 250 mL
Sistema para aquecimento (tripé
com tela refratária, bico de gás)
Procedimento geral
Aqueça o leite em um dos béqueres até ficar bem morno, mas sem ferv e r.   R e t i r e   d o   f o g o   e   a c r e s c e n t e vinagre aos poucos, até que se formem grumos de um material branco. Esse material é uma das proteínas do leite: a caseína. Coe a caseína utilizando um dos pedaços de pano, recolhendo o soro no outro béquer. Lave o
béquer que continha o leite para utili

Classificação do leite Características
Tipo “A” Ordenha mecânica; pasteurização na própria
granja leiteira
Tipo “B” Ordenha mecânica; transporte sob refrigeração;
pasteurização na usina
Tipo “C” Ordenha manual ou mecânica; transporte sem
refrigeração às usinas para pasteurização
Reconstituído Leite em pó ao qual se adicionou água
Leite em pó Leite desidratado
Leite longa vida Esterilizado pelo processo UHT (ultra high
temperature), pelo qual o leite é aquecido durante
4 a 6 s a temperaturas próximas de 140

Aqueça agora o soro, deixando-o ferver. Após algum tempo de fervura, formam-se grumos que são constituí- dos por outra proteína do leite: a albumina. Tal como procedeu com a caseína, coe o material para reter a albumina no pano e recolha o soro em outro béquer, que já deverá estar limpo.Guarde o soro para testes que serão
realizados na próxima experiência.Compare as quantidades de caseína e de albumina que seu grupo obteve com as que outros grupos obtiveram e registre as observações anotando tipos e marcas de leite usados. Procure ordenar  os   t ipos  de  lei te de acordo com a quantidade de cada proteína que contêm.

Segunda experiência:
Testes para verificar a presença de substâncias estranhas ao leite
Nesta parte da experiência são descritos testes para verificar se no leite há amido, ácido salicílico ou ácido bórico. Estes foram escolhidos por empregarem materiais e reagentes de fácil aquisição.

Teste para amido
Material
Leite
Solução de iodo de farmácia
Tubo de ensaio (16 mm x 150 mm, aproximadamente)
Cilindro graduado de 10 mL
Procedimento
Coloque 10 mL de leite em um tubo de ensaio e aqueça ligeiramente. Pingue de cinco a seis gotas de solução de iodo. Se o leite contiver amido, aparecerá uma coloração que pode ser azul, roxa ou quase preta. Essa coloração deve-se à formação de um
complexo de amido e iodo.

Teste para ácido salicílico e salicilatos
Material
Soro de leite (obtido na primeira experiência)
Solução aquosa de cloreto de ferro (III) - 2 g/100 mL (Fe Cl3 é encontrado em lojas de materiais eletrônicos com o nome de percloreto de ferro)
Cilindro graduado de 10 mL
Procedimento
Acrescente de quatro a cinco gotas de solução de cloreto de ferro (III) em cerca de 10 mL de soro. O aparecimento de uma coloração que vai do rosa até o violeta indica a presença do ânion salicilato.

Teste para ácido bórico
Material
Leite
Glicerina
Solução aquosa de NaOH 0,1 mol/
L (pode ser usada soda cáustica para preparar a solução)
Solução de fenolftaleína a 0,5% (esta solução pode ser obtida acrescentando-se dois comprimidos de Lactopurga triturados a 50 mL de álcool.
Acrescentam-se 50 mL de água, agitase bem e filtra-se. A solução obtida conterá também lactose, que não interferirá no teste.)
Tubo de ensaio (16 mm x 150 mm, aproximadamente)
Cilindro graduado de 10 mL
Procedimento
Acrescente cerca de três gotas de solução de fenolftaleína a 5 mL de leite. Junte gota a gota a solução de NaOH 0,1mol /L até o aparecimento de uma leve cor rósea. Acrescente então 1 mL de glicerina. Se a cor rósea desaparecer pode ser indício da presença de ácido bórico. Isso porque o H3BO3 que é ácido muito fraco em soluções
aquosas, apresenta maior grau de ionização em glicerina, o suficiente para fazer desaparecer a coloração rósea.

Terceira experiência:
obtenção do plástico formolcaseína (galalite)
Este foi um dos primeiros plásticos a ser utilizado. É um polímero termofixo, isto é, não amolece com o aquecimento e portanto não pode ser moldado. Entretanto, pode ser lixado e polido. Teve amplo uso na fabricação de botões, pentes e cabos de facas.
Material
Pano contendo a caseína obtida na primeira experiência 10 mL de formol (solução de formaldeído a 40 %) Tubo de ensaio
Procedimento
Lave muito bem a caseína, no próprio pano, para retirar todo o soro. Comprima bem o material obtido e dê-lhe alguma forma, como por exemplo um dado, uma esfera etc.
Mergulhe esse material em um tubo de ensaio contendo 10 mL de formol e deixe em repouso por dois ou três dias. Após esse tempo, retire-o do formol, lave bem e deixe secar ao ar. Depois de seco o objeto poderá ser
lixado e polido.
CUIDADO: o formol é irritante, principalmente para os olhos.


Fraudes no leite
A qualidade do leite é controlada pelos institutos de saúde pública por
meio de testes específicos que envolvem determinação de densidade, teor
de gordura, rancidez e acidez, e a presença de aditivos usados para
conservação ou de materiais estranhos ao leite para esconder seu ‘batismo’
com água. A tabela a seguir mostra alguns materiais que já foram encontrados no leite e sua função no ‘processo’ de fraude.
Materiais Função
antibióticos conservar o leite, evitando a ação de microorganismos
formol conservar o leite, evitando a ação de microorganismos
urina ‘disfarçar’ a adição de água ao leite, mantendo a
densidade inicial amido ‘disfarçar’ a adição de água ao leite, mantendo a
densidade inicial ácido salicílico e salicilatos conservar o leite, evitando a ação de microrganismos ácido bórico e boratos conservar o leite, evitando a ação de microrganismos bicarbonato de sódio ‘disfarçar’ o aumento de acidez do leite observado quando ele está em estágio de deterioração.

Questões propostas
1. O que se observou quanto ao teor de proteínas (caseína e albumina) nos diferentes tipos de leite?

2. A classificação do leite em um determinado tipo é uniforme quanto aos teores de proteínas?

3. Que procedimento deve ser seguido para confirmar se materiais estranhos encontrados no leite constituem fraude?

4. Por que é importante a remoção do soro do leite para a formação do plástico formol-caseína?

5. Se os diferentes tipos de leite forem deixados expostos ao ar, qual deverá apresentar maior crescimento de fungos?
PROVA DE FÍSICA – 3º ANO

1)Aproximou-se um corpo de um eletroscópio de folhas e observou-se que as folhas se abriram. Com isso podemos concluir que:
a)O corpo está eletrizado?
b)O corpo tem carga negativa?

2)Complete as frases com as palavras do quadro:
ELETRIZAÇÃO – POR ATRITO – POR CONTATO – CONDUTORES – ISOLANTES – POR INDUÇÃO – ELETROSCÓPIO

a)Quando eletrizamos dois corpos distintos eletricamente neutros e que possuam uma facilidade de ganhar ou perder elétrons, eles são eletrizados
......................................................................
b)A................................................ocorre quando um corpo ganha ou perde elétrons.
c)A eletrização..................................................realiza-se quando dois corpos se tocam, desde que pelos menos um deles esteja eletrizado.
d)São chamados de.............................................................os dispositivos que verificam se um corpo ou material está ou não eletrizado.
e)O processo de eletrização......................................................efetua-se quando um corpo previamente eletrizado é colocado próximo inicialmente neutro e promove uma movimentação dos elétrons pela superfície do material.
f)Os materiais considerados ............................................são classificados na maioria das vezes como metais, onde os elétrons estejam mais afastados  do núcleo e que possuem grande facilidade de se movimentar.
 g)Os materiais considerados..............................................possuem elétrons fortemente ligados ao núcleo e por isso não encontram facilidade de movimentação.

3)Temos duas esferas metálicas eletrizadas com cargas Q1=8µC e Q2= -4µC atraindo-se mutuamente com força de intensidade no vácuo. Elas são colocadas em contato e depois separadas a uma distância de 30 cm. Qual é a força de interação que existe entre as cargas após o contato?

4)Uma carga puntual positiva Q1=0,23µC é colocada a uma distância de 3 cm de outra carga puntual negativa Q2= -0,60µC. Supondo que as cargas estejam no ar, calcule o valor da força que uma exerce sobre a outra.

5)Sabe-se que o corpo humano é capaz de conduzir cargas elétricas. Explique, então, por que uma pessoa, segurando uma barra metálica em suas mãos, não consegue eletrizá-la por atrito.


6)Explique o que você entende sobre a Lei de Coulomb.
PROVA DE QUÍMICA – 3º ANO – 1º BIM.

1)Classifique as cadeias carbônicas:
a)H3C – C = CH – CH3
              │
              CH3
b) H2C  ̶  CH – CH2 – CH – CH3
                │                 │ 
                CH3            CH3

                          │
c)  CH3 – CH2 – N – CH3

d)    CH3 – CH – CH3
                 ║
                 O
2) O Benzeno C6H6 é um hidrocarboneto...A melhor opção para completar a lacuna é:
a)( )aromático e saturado
b)( )aromático e insaturado por duas duplas ligações.
c)( )aromático e insaturado por três duplas ligações.
d)( )alicíclico saturado

3)O elemento que deve ser encontrado em toda cadeia e substância orgânica é: a) (  )nitrogênio
    b) (  )oxigênio
    c) (  )fósforo
    d) (  )carbono
    e) (  )enxofre

4)ENEM -2001- A possível escassez  de água é uma das maiores preocupações da atualidade, considerada por alguns especialistas como o desafio maior do novo século. No entanto, tão importante quanto aumentar a oferta é investir na preservação da qualidade e no reaproveitamento da água de que dispomos hoje.
A ação humana tem provocado algumas alterações quantitativas e qualitativas da água:
I – Contaminação de lençóis freáticos.
II- Diminuição da umidade do solo.
III- Enchentes e inundações.
Pode-se afirmar que as principais ações humanas associadas às alterações I,II,III são, respectivamente:

a)( )Uso de fertilizantes e aterros sanitários/lançamento de gases poluentes/canalização de córregos e rio
b)( )Lançamento de gases poluentes/lançamento de lixos nas ruas/construção de aterros sanitários.
c)( )Uso de fertilizantes e aterros sanitários/ desmatamentos/impermeabilização do solo urbano.
d)( )lançamento de lixo nas ruas/uso de fertilizantes/construção de aterros sanitários.

5)Localize os carbonos primários, secundários, terciários, quartenários na cadeia carbônico:
a)           │         │    │     │                 
            ̶  C – C – C – C – C  ̶
              │     │    │         │
                    ̶ C  ̶
                     │                                   
b)          CH3
              │
   H3C – C – CH  = C – CH3
              │               │

              CH3           CH3